Meu terceiro dia em Santiago foi o mais movimentado. Era o último dia de passeio, e eram tantas coisas para serem feitas que tive que planejar o roteiro direitinho para ter certeza que conseguiria ver pelo menos o que eu considerava essencial.
Minha primeira parada do dia foi o Pueblito Los Dominicos, que fica no bairro de Los Condes, um pouco afastado do centro. É ali o maior centro de artesanato típico chileno, onde você encontra tudo o que pode imaginar de souvenir, mas tudo muito bem feito por artistas de qualidade (até por isso, não espere preço de “lembrancinha”).
São vários ateliers, um ao lado do outro, em um ambiente lindamente rústico, com plantas, aves e chão de terra. Ali, além dos produtos expostos, você pode ver os artesãos em pleno ofício, produzindo as peças na sua frente.
O artesanato chileno é bem variado. São lindas peças de cobre, cachecóis e mantas de alpaca, mini esculturas feitas de crina de cavalo, artigos de couro, e principalmente jóias e outras peças feitas de Lapis Lazuli, uma pedra lindíssima, de um azul profundo, que só existe no Chile e no Afeganistão.
Para chegar no Pueblito, você pode pegar um taxi (do centro, dá cerca de 5 mil pesos, ou 10 dólares) ou pegar o metrô até a última estação da linha vermelha e mais uns 15 minutos de ônibus. Mas vale a pena! É um passeio bem gostoso e rende bons presentinhos.
Saí de lá na hora do almoço e fui para Bellavista, um bairro dos anos 20 (mas, claro, remodelado), que hoje é considerado um dos bairros boêmios de Santiago. Desci na Calle (rua) Constitución, onde ficam alguns dos melhores restaurantes da cidade, como o Azul Profundo, de frutos do mar. Mas optei pela “cocina mágica” do Como Agua para Chocolate, baseado no filme mexicano, que é um dos meus filmes preferidos.
Acertei em cheio! Além do lugar ser lindo, foi a minha melhor refeição em toda a viagem! Os pratos são preparados com ingredientes considerados afrodisíacos, e servidos com uma apresentação impecável. Comi um congrio almedrado com creme de espinafre… só de lembrar já está me dando fome de novo.
E o preço não é salgado quanto poderia parecer… a refeição saiu por cerca de 13 mil pesos por pessoa, menos de 30 dólares (sem vinho). E vale cada centavo!
Fui caminhando pela Constitución até chegar em um dos pontos turísticos culturais mais famosos de Santiago: La Chascona, a casa onde o poeta Pablo Neruda morou com uma de suas amantes, Matilde, que ele carinhosamente chamava de chascona (descabelada).
Esta é uma das casas-museu de Neruda, onde você pode fazer um tour guiado, ver exposições, participar de leituras ou simplesmente visitar a lojinha. Lembrando apenas que o tour guiado deve ser agendado com antecedência!
Seguindo pela mesma rua você chega ao Parque Municipal, entrada para o Funicular do Cerro San Cristóbal. O San Cristóbal é o segundo pico mais alto da cidade, e uma atração absolutamente imperdível! Você sobre ao topo ou pelo Funicular (um bondinho que roda em um trilho) ou por Teleférico. Uma boa opção é fazer um combinado: subir por um e descer por outro. No topo, a vista é absolutamente espetacular!
É possível ver toda a cidade, rodeada pela cordilheira dos Andes, absolutamente divino! Não deixe de subir até a estátua da Virgem Maria para uma vista ainda mais deslumbrante, com trilha sonora.
Foi o passeio perfeito para encerrar a viagem com chave de ouro! Enquanto eu olhava a cidade inteirinha de cima, e a cordilheira toda coberta de neve, só pude agradecer muito a oportunidade de conhecer este lugar divino, e enviar ao universo o desejo enorme de voltar… e logo!
5 Respostas para "Último dia em Santiago"
fico enormemente feliz quando um brasileiro visita a minha terra e volta falando muito bem,espero q. volte sempre porq. nos chilenos amamos recepcionar aos extrangeiros como se fosse um irmao.
Oi, Santiago! Também espero voltar sempre, foi uma experiência maravilhosa!
Abraços
Oi Patricia. Estou indo para Santiago em março e tenho algumas dúvidas. Será que você poderia me ajudar? Qual a melhor região para se hospedar em Santiago? Você tem alguma dica de hotel?
Obrigado pela atenção!
Oi, Paulo,
A melhor região para se hospedar em Santiago vai depender muito do que você pretende fazer. o Centro (Downtown) é bom pois fica muito próximo às principais atrações turísticas. Mas é uma região mais movimentada, e mais urbana. Eu gosto de ficar em Providencia. É mais afastado mas é um bairro maravilhoso, com vários cafés, restaurantes, lojinhas lindas… uma delícia caminhar por lá!
O hotel que eu gosto de ficar lá é o Sheraton Four Points, ali em Providência… os quartos são ótimos e a rua é uma delícia!!
Beijos e boa viagem!
Olá
Estou planejando uma viagem em julho para o Chile, gostaria de saber se o clima (inverno) interfere no aproveitamento de algum passeio.
estou pensando em ir para Santiago, Vina del mar, Val Paraíso e as rotas vinículas…
O que vc sugere…
Abraço
Andrea
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