Quando surgiu a oportunidade de ir viajar no feriado, fiquei pensando bastante para onde ir… afinal, seriam apenas três noites e dois dias. Queria ir para o Nordeste e tentar explorar tudo o que fosse possível nesta quantidade de tempo. Conversas para cá, dicas para lá, fechei: Salvador!

Antes de falar um pouco sobre o que fazer em dois dias de Salvador, vou fazer algumas considerações. Primeiro: na minha opinião, ir prá Salvador nunca é demais! Sempre tem alguma coisa nova para se fazer, algum lugar não explorado… e principalmente, é o tipo de cidade onde você pode simplesmente sentar em uma calçada e observar a vida acontecer, a mistura genial de tipos, a dinâmica entre locais e turistas e a alegria que só a Bahia tem.

A outra consideração: não ache que é possível fazer tudo! Escolha o que mais interessa, o que mais chama a atenção, e foque nisso. Tentar abraçar tudo em pouco tempo faz com que nada seja aproveitado na íntegra, e isso também não é legal!

Como eu estava viajando com várias pessoas que nunca tinham ido a Salvador, bolei um roteirinho para esta primeira vez, e acho que é uma boa para quem não conhece a cidade. Vou dividir em duas partes (uma para cada dia), espero que vocês gostem! Quem tiver mais dicas, os comentários estão aí!

Primeiro Dia:

Uma boa pedida para o primeiro dia é fazer o City Tour básico. Não precisa ser com guia, mas é legal visitar os pontos mais turísticos pois são realmente interessantes. Começando pelo que há de mais famoso na Bahia: a Igreja do Bonfim. Ela pode não ser a igreja mais bonita de Salvador, nem a mais imponente. Mas é, sem dúvida, a mais famosa, principalmente por causa da cerimônia de Lavagem do Bonfim, que acontece em janeiro.  E, claro, das pulseirinhas coloridas que já viraram símbolo da Bahia!

Depois, siga para o Centro Histórico, começando a caminhada pela Igreja de São Francisco, uma das obras barrocas mais ricas do Brasil. Nos horários de missa, a entrada é gratuita. Fora desses horários, paga-se 3 reais a visita, e vale a pena! As paredes todas cobertas de ouro, as pinturas e esculturas são de babar, assim como os azulejos brancos e azuis da parte de fora.

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Igreja de São Francisco

Saindo de lá, o esquema é caminhar bastante por ali. As casinhas coloridas do Centro Histórico comportam todo tipo de estabelecimento: lojas, restaurantes, bares, galerias, e até grandes teatros. Os vendedores ambulantes fazem parte do cenário: pode se preparar para ser abordado, para ganhar pulseirinhas do Bonfim de presente, e observar toda a criatividade de quem vive do turismo de maneira informal.

Ande com muita calma por ali, observe o movimento e vá em direção ao Pelourinho, outro grande cartão postal de Salvador. Muita gente acaba chamando todo o centro histórico de Pelourinho, mas o fato é que o Pelô mesmo é apenas uma praça, também lotada de lojas, bares e restaurantes. Volta e meia é armado um palco ao ar livre onde todo tipo de show é apresentado.

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Ladeira do Pelô

Aproveite para almoçar no restaurante-escola do Senac, uma ótima opção para quem quer conhecer mais sobre a culinária baiana. O preço é fixo e você pode escolher entre cerca de 40 opções de pratos e 12 sobremesas. Cuidado apenas com a pimenta! Passe longe se você não está acostumado!

De tarde, siga para outro cartão postal da cidade: o Elevador Lacerda, a forma mais fácil e rápida de ir da cidade alta para a cidade baixa. A vista ali de cima é sensacional, e o elevador é realmente uma obra surpreendente! Muita gente pensa que o Elevador Lacerda é panorâmico, e não é! Mas a passarela para se chegar aos elevadores é toda de janelas de vidro, e a vista é linda demais! Para entrar, paga-se a bagatela de 5 centavos! Isso mesmo! Prepare as moedinhas!

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Eu e o Elevador Lacerda :)

Na cidade baixa, siga para o Mercado Modelo para comprinhas de artesanato e lembrancinhas. São várias barracas com camisetas, colares, pinturas, esculturas, entre todo tipo de trabalho (desde os mais bonitos até os mais comuns).  Um erro comum é pensar que tudo o que você encontra em Salvador, você encontrará no Mercado Modelo. Digo isso porque eu mesma deixei de comprar coisas lindas na rua esperando achar lá, mas não foi o caso. Por mais que o Mercado seja enorme, os itens parecem um tanto padronizados. Mas sempre vale a pena. Minha melhor compra lá foram cocadas de forno absolutamente divinas, e doce de banana na palha (para comer rezando!).

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Mercado Modelo

Para o final da tarde, a pedida é sentar em um dos barzinhos do Rio Vermelho, bairro reduto de artistas e boêmios. São várias mesinhas ao ar livre e locais com música ao vivo. Aproveite para comer um Acarajé na barraca da Cira, ou qualquer outro tabuleiro que te apetecer!

E para a balada da noite, nada mais típico do que o bom e velho bate barriga! Que tal um forró no Empório, ao lado do Aeroclube?

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