Toda cidade tem sua fama, ou pelo menos aquelas características que a tornam conhecida no resto do país. Eu, sempre que pensava em Curitiba, antes de conhecer, quatro coisas me vinham à cabeça: MUITO frio, batata rosti, Jardim Botânico e o melhor transporte coletivo da América Latina. Agora, depois de dois dias passeando por aqui e pela redondeza, penso o seguinte: o frio é grande, mas não atrapalha em nada, não comi nenhuma batata rosti e o Jardim Botânico não foi meu ponto turístico preferido. Mas o transporte coletivo é, de verdade, impressionante!

Como sou turista, vou falar do que pude experimentar: a Jardineira! Jardineira é o apelido da linha turística de ônibus aqui de Curitiba, que roda os principais pontos, num trajeto de 44 km percorridos em cerca de duas horas e meia. Ao embarcar, você compra uma cartela com cinco tíquetes (por R$ 16,00), que dá direito ao embarque e mais quatro reembarques. Ou seja, por este valor é possível visitar pelo menos quatro atrações da cidade.

Tudo muito organizado! Primeiro que o ônibus passa de meia em meia hora em cada atração. Mesmo assim, nos pontos, há uma tabela com os horários em que o próximo vai passar. Em todas as minhas paradas, nenhum atrasou mais do que cinco minutos! Ao contrário… na maioria das vezes chegou um pouco mais cedo. Enquanto você está passeando, uma gravação fala um pouco sobre cada um dos pontos, em português, espanhol e inglês. E se faltarem informações, é possível contar com os simpáticos cobradores!

Peguei a Jardineira no ponto da Rua 24 Horas, que aliás, está fechada para “reforma” desde setembro do ano passado. O cobrador do meu primeiro ônibus contou que a prefeitura decidiu procurar ajuda da iniciativa privada para reformar o ponto que estava bastante decadente, mas até agora não conseguiu ninguém para bancar. Ou seja, não há previsão de reabertura. Fiz minha primeira parada no famoso Jardim Botânico.

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Talvez pela fama, eu confesso que esperava um pouco mais.

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A estrutura metálica que serve de estufa para algumas espécies botânicas nacionais é realmente muito bonita. Mas vale só uma olhada rápida, e claro, fotos para o álbum!

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Em menos de meia hora já tinha visto tudo e voltado para o ponto para pegar a próxima jardineira.

Já não posso dizer o mesmo da minha segunda parada: a Universidade Livre do Meio Ambiente. Eu jamais pensaria em descer ali com tantos pontos interessantes, mas três curitibanos que eu conheci no almoço me fizeram jurar que eu visitaria o lugar! Nem preciso dizer que eles tinham toda razão! Foi uma surpresa e tanto! A Unilivre é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e foi criada para estudos sobre o desenvolvimento com preservação ambiental. Fica dentro do bosque Zaninelli que é espetacular! Você segue por um caminho absolutamente repleto de verde…

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e chega nas salas de aula que foram construídas como uma grande casa da árvore. Indescritível.

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A meia hora de intervalo entre os ônibus foi pouco… deu para ver tudo correndo e deixou um gosto grande de quero mais!

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Mas como meu tempo era apertado, segui adiante…

Fiquei em dúvida sobre a próxima parada… todo mundo me falou sobre o Parque Tanguá e seria minha escolha… mas como já eram 6 da tarde e já havia escurecido, decidi descer na famosa Ópera de Arame, o teatro todo construído em uma estrutura tubular integrada à natureza. Maravilhoso!

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O fato de estar escuro tornou mais difícil ver a pedreira Paulo Leminski que fica ao lado. Ao mesmo tempo, o teatro todo iluminado é realmente emocionante!

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Na parte de baixo fica o café da Ópera, ótima para uma bebidinha quente para espantar o frio. Tudo isso antes do próximo ônibus…

Finalizei meu passeio no bairro Santa Felicidade, uma colônia italiana formada em 1878. Fui comer no restaurante Madalosso, e para falar a verdade, não sabia o que esperar. Sabia que era italiano e só. Sentei em uma mesa e enquanto eu esperava por um cardápio começou a chegar a comida. MUITA comida! Foi aí que me toquei que estava em um rodízio… não sei dizer se é um rodízio de massa com acompanhamento de frango frito, ou um rodízio de frango frito com acompanhamento de massa! Só sei que a comida é bastante farta, ainda mais para uma pessoa! Fiquei preocupada com a conta… como boa paulistana, achei que tamanha fartura fosse vir acompanhada de um preço alto. Mas o rodízio completo sai por 19 reais por pessoa, preço extremamente razoável para a quantidade e a variedade de pratos servidos.

Meu primeiro dia em Curitiba foi bastante proveitoso! Cenas dos próximos capítulos: Passeio de trem para o litoral, Barreado, uma feijoada especial e o hotel Bristol Brasil 500!