Domingo acordei cedinho e fui para a estação ferroviária pegar o trem que sai de Curitiba, desce a Serra do Mar e vai até Morretes, no litoral. Na verdade, não fui de trem, já preciso começar me corrigindo… mas sim de Litorina. A diferença é que o trem tem locomotiva, e a Litorina tem motor próprio… mas é um tipo de trem, também anda nos trilhos, e também oferece um passeio no meio da Mata Atlântica absolutamente maravilhoso! Em alguns momentos, a sensação é que se está voando… literalmente nas nuvens!
O passeio até Morretes é feito pela Serra Verde Express. Demora cerca de três horas, com uma parada no meio do caminho para apreciar a vista e tirar fotinhos! O cenário é absolutamente maravilhoso! Com trilhas, cachoeiras escondidas, pontes, leitos de rios, água represada (segundo o guia, uma mini “Itaipú”).
Pena que o dia estava bem feio, até com uma chuvinha chata em determinados pontos. Se esse passeio foi lindo em um dia como o que eu peguei, fico imaginando em um dia de sol e sem neblina (que realmente atrapalhava a vista em alguns momentos). Ao mesmo tempo, as nuvens fizeram com que a gente se sentisse ainda mais perto do céu. Tudo sempre tem seu lado positivo!
Chegando na estação em Morretes, uma van da BTW Operadora (que organiza passeios para lá) estava esperando o grupo em que eu estava para a continuação do tour. Nossa próxima parada (porque apesar do lanchinho da Litorina, nosso estômago já estava roncando), restaurante Madalozo para experimentar o Barreado (amanhã falo mais sobre este prato típico).
Depois do almoço, a idéia era dar uma volta caminhando pela cidade, que é uma graça, com casinhas em estilo português e ruas de paralelepípedo. Mas assim que terminamos, a chuva apertou, e tivemos que nos contentar com uma volta dentro da Van…
Seguimos para a nossa próxima parada que era a cidade de Antonina, ainda mais antiga que Morretes, mas que segue o mesmo estilo. Paramos na praça principal da cidade, onde tem a igreja matriz, casinhas maravilhosas no estilo português, uma praça muito verde e um mirante de vista para o mar. Apesar de ser litoral, Antonina não tem praia, só mangue… então para curtir no verão, a opção é fazer passeios de barco pelas ilhas próximas.
Pelo que me falaram, melhor época do ano em Antonina é o carnaval, muito animado, com desfile nas ruas, e a cidade lotada! Eu imagino que seja uma delícia mesmo… Antonina é daquelas cidades que te transportam instantaneamente para outras épocas. Pena que tive tão pouco tempo por lá…
A volta para Curitiba foi feita de Van (é possível voltar de trem ou litorina, depende do pacote que você escolher) pela Estrada da Graciosa, outro ponto turístico. Para a volta é preciso um estomago forte… são tantas curvas que o pessoal todo da van estava tentando dormir para controlar o enjôo. Sorte que no meio do caminho há uma paradinha estratégica para banheiro, e comprinhas de comestíveis, como o pinhão cozido (já que Araucária é a árvore do Paraná), e as balinhas de banana Antonina.
Cheguei na Capital umas 5 da tarde, cansada mas bem feliz com o passeio. Apesar do tempo feio, vale muito a pena, tanto para quem está turistando em Curitiba quanto para quem mora ali e quer um programinha diferente.
2 Respostas para "Litorina"
Viajo muito e há muitos anos, e, lendo esse post meu corpo e minha mente se lembraram que , se há uma sensação incomparável em uma viagem, é essa: estar em um trem (ou litorina…) e sentir-se nas nuvens! Na África ou no Rio Grande (os 2 do Sul…), no Marrocos ou na Escócia, um suspiro, um sorriso e uma brisa no rosto, paisagens encantadoras… Bem perto da felicidade a meu ver! Que tal um post sobre as melhores viagens sobre trilhos no mundo?
Muito legal esse relato… uma pena realmente o tempo estar meio encoberto. Apesar da cidade de Antonina sofrer com a falta de investimentos, em julho acontece o Festival de Inverno da UFPR, festa muito tradicional que traz oficinas, shows, desfiles e muita gente jovem. Durante uma semana a cidade ganha mais vida e fica divertidissima!
Abraços
Deixe uma resposta