Um dos meus blogs de viagem preferidos é o Agora Vai, escrito pelo Arthur. Ele tem um texto bem gostoso e fácil de ler, bem humorado e leve. Outro dia, procurando dicas sobre Natal, no Rio Grande do Norte, me deparei com dicas bem legais dele que vou reproduzir por aqui. Na verdade, esse foi apenas um destino de vários em uma viagem de quase um mês pelo Nordeste. Quem quiser acompanhar todas as aventuras, é só dar uma passada por lá… por enquanto, fiquei com suas aventuras nos poucos dias em que esteve em Natal:
“… E cheguei em Natal, encontrando minha noiva. Ficamos no Vip Praia Hotel, muito espaçoso e bem-decorado, com sala, quarto, cozinha kitchenette, em Ponta Negra. Jantamos no Funchal - o restaurante em forma de proa de barco, também no bairro.
No dia seguinte, uma clássica visita ao Cajueiro de Pirangi - para quem não sabe, uma anomalia genética fez com que um cajueiro, plantado em 1888, tivesse seus galhos crescendo para baixo, que fincam raízes e crescem de novo, repetindo o ciclo. Sua copa possui 8.400 m² e ocupa um quarteirão inteiro. Planeja-se atualmente construir um viaduto para que o tráfego da atual rua que fica entre ele e a praia não atrapalhe mais o seu crescimento. Aí o cajueiro será o maior ser vivo do mundo. Se não me engano, este título pertence a um campo de trufas na Escócia.
E o tempo não ajudava mais. Não foi possível o passeio de barco às piscinas naturais de Pirangi. Tampouco visitar o Forte dos Reis Magos. Jantamos nessa noite no tradicional Camarões, também em Ponta Negra.
No dia seguinte, o sol resolveu dar um alô. Fomos a Pipa, aturando as brincadeiras chatérrimas da guia no ônibus de turismo e o cameraman mais chato ainda querendo vender seu dvd da viagem a todo custo. É a famosa e paradoxal obrigação de se integrar, obrigação de se divertir.
Após o almoço no restaurante local e sua inesquecível piscina – fazer o quê, o cara vai à praia para curtir a piscina – uma passagem no Chapadão. Não confundir com Chapada Diamantina, por favor! O Chapadão é uma série de platôs em cima das falésias na Praia do Amor. Vai-se até lá num trator jardineira, pego na Vila de Pipa, igual aos que operavam em Morro de São Paulo até algum tempo atrás.
E quem não sabia a origem do nome Pipa, taí a razão: os portugueses, ao chegarem no local, encontraram uma formação que se assemelha a um barril de vinho (pipa) e tascaram o nome sem dó nem piedade.
Esta é a praia da Pipa – a verdadeira – que por sinal não é muito bonita. Porém, há algo de interessante nela: o fundo desce bem suavemente até o ponto dos arrecifes, que ficam há uns 50 metros da linha d’água. Assim, na maré baixa, toda esta parte vira uma gigantesca poça, onde se pode deitar, passear, e com alguma atenção, ver a fauna dos pequenos corais que emergem. Eu, que ao chegar, achei feia a praia, acabei me divertindo durante um bom tempo. Tudo é uma questão de manter a mente aberta.
Aqui, a bela praia de Madero, onde se podem ver golfinhos – que nunca aparecem nessas horas. Se eu não tivesse visto golfinhos em Florianópolis, poderia jurar que eles são, na verdade, um efeito especial criado por uma conspiração mundial do Discovery Channel / NGC / Fantástico / Globo Repórter.
No dia seguinte, Genipabu. De bugre. Já fui louco o suficiente para pedir “com emoção” nesses passeios. Hoje, que sou um homem sério, não faço mais essas coisas. Até andar sentado no banco traseiro já não mais me agrada.
Mudando de lagoa, esta é a lagoa de Pirangi, bem gostosa de nadar, e onde tem um bom bar-restaurante com mesas na beira d’água. Se você tem pernas cabeludas, como eu, os peixinhos vão adorar.
Para minha surpresa, atualmente o Parque das Dunas está fechado aos passeios de bugre, que costumavam ser feitos à tarde pelas agências. Uns dizem que é para proteger a natureza (o que estaria certo), outros dizem que a taxa cobrada aos bugueiros ficou muito alta e eles estão boicotando, enfim. No more buggies for now, man.
No dia seguinte, tínhamos agendado de ir até a Baía Formosa, onde, entre outras, fica a praia do Sagi. Mas o tempo resolveu virar de manhã e o passeio foi cancelado. Mais tarde, o sol voltou de folga. Como não havíamos visitado o Forte dos Reis Magos, fomos por conta própria. A fortaleza, construída em 1555, foi palco de inúmeras tomadas e retomadas por portugueses, franceses e holandeses, nos séculos primevos da história brasileira. Vale muito a pena visitá-la.
E, para fechar com chave de ouro esta expedição, no dia seguinte, antes do embarque, fomos almoçar no incomparável e inigualável Mangai, bufê de comida nordestina de raiz, da melhor qualidade, cuja matriz fica em João Pessoa. Pensei que a filial do RN fosse menor, mas é do mesmo tamanho e qualidade. São mais de 60 pratos em duas mesas de 20 metros, à escolha, como buchada de bode, baião de dois, suvaco de cobra (carne de sol desfiada com milho e paçoca), etc. Se eu fosse milionário, iria todo final de semana com meu jatinho até João Pessoa ou Natal só para comer lá. Vou perguntar se tem delivery para Niterói…”
P.S. – No post original é possível conferir as fotos do Arthur, que dão outro colorido à narrativa! Confiram!
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