Santiago é maravilhosa! Quis começar o post com esta afirmação porque estou realmente enamorada desta cidade linda, charmosa, verde e em total fase de crescimento. Minha visita está sendo uma grande e grata surpresa! Não que minhas expectativas fossem baixas, pelo contrário. Só ouvi coisas boas da capital chilena de quem já veio para cá, não conheci ninguém que não tenha gostado. Mas mesmo esperando um passeio agradável, fiquei impactada, como eles dizem aqui!
O que mais me impressionou a primeira vista é que Santiago está vivendo um boom econômico, mas tentando não perder a identidade. Passeando pelo centro, você encontra vestígios da história do país, nos palácios espanhóis e ares europeus. Mas uma caminhada rápida por bairros como Providencia e Vitacura já mostra que a modernidade está chegando, e rápido. São muitos prédios em construção, além de um comércio renovado, bares, restaurantes, galerias e outros atrativos. Tudo isso com uma moldura natural de tirar o fôlego: a Cordilheira dos Andes de um lado, e a Cordilheira da Costa do outro.
Uma visita a Santiago tem paradas obrigatórias, e a região central é uma delas. O melhor é que é possível fazer tudo a pé. Aliás, esta é a melhor forma de conhecer a cidade: caminhando. Tome seu tempo, aprecie o que o centro tem de melhor, entre nas lojinhas que te chamarem a atenção… só cuide das bolsas e máquinas fotográficas, a cidade é segura mas às vezes aparecem trombadinhas, não custa cuidar.
Um bom roteiro pelo centro pode começar pela plaza de la Constituición, onde fica o Palácio La Moneda, sede da presidência chilena, escritório da presidente Michelle Bachelet. Para chegar, basta pegar o metrô (que é limpo, organizado e bem silencioso!) e descer na estação La Moneda. Ali, a cada 48 horas, às 10 da manhã, acontece a troca da guarda, uma cerimônia bem bonita, que vale a pena ser presenciada. Como acontece dia sim, dia não, veja qual o melhor dia para visitar. Ver a troca da guarda é um bom ponto de partida para o dia.
Siga andando um poquito más e chegará no Paseo Ahumada, uma rua de comércio fechada para carros, e cheia de lojinhas de todos os tipos (muito parecida com a Calle Florida, de Buenos Aires). Os preços ali são mais baratos do que nos shoppings, mas confesso que não fiquei tentada a fazer compras. As vitrines não mostram artigos que saltam aos olhos, e olha que eu adoro umas comprinhas, como toda mulher hehe! Mas é uma caminhada interessante.
Seguindo pelo Paseo Ahumada você vai chegar na plaza de Armas, onde fica a Catedral Metropolitana, o marco zero de quilometragem, como a Praça da Sé em São Paulo. A Catedral é muito bonita por dentro e por fora, e a praça em volta tem um movimento bem interessante de pessoas indo e voltando do trabalho, vendedores ambulantes, artistas de rua e turistas. Ah, e cachorros de rua (aliás, alguém sabe me dizer porque tem TANTO cachorro nas ruas de Santiago? Eles convivem harmoniosamente com os passantes, dormem nas praças, e se confundem com a paisagem! Se alguém souber, me avise!).
Continuando pela mesma rua, você chega no Mercado Central. Ali, como em qualquer mercado, você encontra frutas, verduras, carnes, peixes, empórios. Mas este não é o atrativo do lugar. Ao contrário. Esta área de barracas é até bem pequena se comparada a outros Mercados, como o de São Paulo. O que diferencia o de Santiago são os restaurantes de peixes e frutos do mar que vendem “mariscos” bastante exóticos, como a famosa Centolla, um tipo de caranguejo vermelho gigante, com uma carne muito gostosa e suave.
A Centolla faz muito sucesso entre os brasileiros que vêm para o Chile. Quando você chega perto do Mercado, já começa o assédio dos garçons e representantes dos restaurantes, todos perguntando de que parte do Brasil somos, e falando em portunhol sobre o que o seu restaurante oferece de bom. Um dos garçons, do restaurante Donde Augusto, contou que fica impressionado como os brasileiros apreciam a centolla. Disse que sempre dá risada pois os brasileiros tiram muitas fotos do caranguejo, aplaudem quando chega o prato e se mostram verdadeiramente empolgados com a iguaria. Fiquei um pouco envergonhada depois da indireta e não tirei nenhuma foto! Mas vou “surrupiar” de algum blog amigo e depois publico por aqui! De qualquer forma, o Mercado é um ótimo lugar para almoçar e fechar este meio dia de tour pelo centro da cidade.
Queria muito rechear este post com fotos, mas por algum motivo não estou conseguindo fazer o upload… será que a tecnologia não colabora muito no Chile? Assim que eu conseguir, coloco algumas imagens… e também continuo contando o quanto a minha viagem está deliciosa! Cenas dos próximos capítulos: passeio pela vinícola, Cerro San Cristobal, e o que há de melhor para comer, beber e comprar em Santiago!
Uma Resposta para "Chegando em Santiago"
Adorei sua percepção acerca de Santiago Paty!! Os cachorros são realmente uma icógnita… Aqueles peludões que não se vê nada parecido aqui no Brasil. Eu ficava admirada como eles se sentem nobres cidadões da cidade e ficam à curtí-la numa boa…
Continua a nos contar sobre isso aí!!
Bjsss e boa curtição!
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