Minha tia e madrinha – Adília Belotti – é jornalista. Ela não é exatamente uma especialista em textos sobre viagens, mas sim sobre a vida no geral, que inclui, claro, viajar. Aliás, para quem gosta como eu (e como vocês leitores com certeza!), viajar está entre o que há de mais fundamental na vida. Reunir o conhecimento de uma nova cultura, conhecer pessoas interessantes, lugares exóticos, ou simplesmente sair um pouco na rotina. É assim que ela encara os lugares que passa, como grandes experiências de autoconhecimento.
Recentemente ela foi a Paris, e fez um relato emocionante, que faço questão de publicar por aqui. Está no site Todos Somos Um, do iG e chama Um Dia para Flanar em Paris…
Viagens colocam você fora de contexto. Existir numa outra paisagem subverte nossas coordenadas o bastante para nos tornar de novo as aparvalhadas, perplexas e agradecidas criaturas do início de todas as coisas…
Paris é para ser vista através dos sabores e dos cheiros. Nesta primavera, a cidade cheira a bala, a “gourmandise”. Barraquinhas de crepes soltam a todo minuto fornadas de aromas adocicados que lembram infância, fogão quente, café, lanches da tarde…
Se tivesse que fazer um guia “Toques de Alma” para passar um dia em Paris, com certeza teria que começar com um café com croissant e manteiga, sentada no cais do Sena da Igreja de Notre Dame que surgiria, pálida, por trás da xícara quente, contra um céu azul aguado e árvores de folhas frescas. Mas seria óbvio.
Menos óbvia é Saint Sulpice, na rua que leva o mesmo nome, metrô idem. E também tem um café, bem na frente. Algumas igrejas são tão perfeitamente construídas que hoje são lugares onde se vai para ouvir música, de tal qualidade é o som que passeia por entre as colunas e arcos anônimos, fiéis e atentos… torça para ter sorte e você vai chegar lá justo na hora de algum concerto!
Logo ali ao lado, na Place Saint Sulpice, número 8 - ou 8, Place de Saint Sulpice, como costumam registrar todos os endereços os franceses - fica a Maison Thuillier, La Pastorale, uma lojinha minúscula, mas que tem a maior coleção de “santons”, aquelas figurinhas de argila nascidas na região da Provence na França e que animam os presépios franceses. Essas são do mestre Marcel Carbonel. São infindáveis personagens, folclóricos, nascidos das tradições dos camponeses nas várias regiões da França: o prefeito, a vendedora de flores, o jovem caçador, o casal de noivos, o casal de velhos sentadinhos no banco, o músico, a cigana, o camelo dos reis magos, as ovelhas, o burrico carregado de frutas, a jovem padeira, o homem com a lanterna tentando enxergar o caráter que os homens escondem na sombra… Todos vindo ver o Menino Deus recém-nascido. E para aqueles que eventualmente arranjem razão para criticar o aspecto pouquíssimo ortodoxo da cena, uma lembrança: naquela noite mágica, cabem todos os seres, os próximos e os distantes, os que estavam nos capôs e seguiram as estrelas, os que estavam por perto e vieram “dar uma espiadinha”, animais e frutos da terra… (more…)
Você já ouviu falar no Paris Museum Pass? É uma dica bem interessante para quem vai a Paris e planeja visitar todos os museus e atrações turísticas da cidade luz. Facilita a sua vida e faz com que você economize um pouquinho, o que sempre é uma excelente idéia, (ainda mais quando se está gastando em euros)!
Quem me deu a dica foi uma amigona minha, a Debora, que acabou de voltar de lá. O Paris Museum Pass é um passe que permite a sua entrada em todas as atrações (museus, igrejas, palácios e outras coisas) principais e secundárias de Paris, com exceção da Torre Eiffel. Ele funciona da seguinte forma: você escolhe por qual período quer comprar (dois, quatro ou seis dias), e a partir do dia da compra você tem acesso ilimitado a todos os lugares que são associados ao passe até ele vencer, de acordo com período que você comprou. Para comprá-lo, basta ir a uma das atrações e pedir por ele. Minha amiga comprou o dela no Arco do Triunfo, por exemplo.
Além do acesso ilimitado às atrações (com a possibilidade de repetir quantas você quiser), o Pass oferece outra grande facilidade: você não tem que pegar a fila para comprar o ticket toda vez que chegar em algum ponto turístico. E dependendo do lugar, como no Museu do Louvre, por exemplo, essa fila pode levar uns bons minutos.
E talvez a maior vantagem do passe seja a economia. A minha amiga, por exemplo, listou todos os lugares que ela gostaria de visitar e fez um orçamento. Viu que gastaria 80 Euros. Ela comprou o passe de seis dias por 60 Euros, foi a todos os pontos que ela queria e ainda repetiu atrações!
No site deles (http://www.parismuseumpass.com/fr/home.php) é possível saber mais sobre informações e quais lugares ele cobre, para você montar o seu roteiro da melhor forma.