Eu, ultimamente, ando sonhando com a Itália! Morrendo de vontade de voltar, lendo tudo o que aparece por aí… e na Revista Viagem e Turismo desse mês saiu uma matéria deliciosa sobre o país (coincidência?) e, melhor ainda, com dicas de como viajar para lá sem gastar muito. Com a correria, só consegui ler com calma este final de semana…
O texto é todo sensacional, mas decidi reproduzir aqui um trechinho, o “Manual de Sobrevivência na Capital” (claro, Roma!). É para dar dicas e também dar um gostinho! Dá uma olhada:
- Compre seu tíquete do Museu do Vaticano no site biglietteriamusei.vatican.va, e você ficará feliz ao perceber a diferença de tamanho entre a sua fila e a dos outros quando chegar ao museu. A taxa é de 4 euros.
- Roma nunca será só sua. As multidões são inevitáveis. Aceite isso e aproveitará melhor a estada por lá. Há filas por todos os lados e é preciso saber se impor para não perder seu espaço.
- Se for esperar alguém reduzir a velocidade para atravessar a rua, você não sairá do lugar. Acredite, os carros brecam em cima da hora mas não atropelam. Vá com fé!
- Nos ônibus e no metrô, tome cuidado com duas espécies endêmicas: o “mão-leve” e o mano morta – o bom e velho “mão-boba”.
- Durante a happy hour romana, ou como eles dizem, o aperitivo, restaurantes e bares do Campo dei Fiori fervem. Ali, você janta uma pizza ou uma pasta acompanhada de uma taça de vinho por cerca de 8 euros.
- Nem só nos museus – muitos deles com ingressos caros – você vê obras de arte espetaculares. Algumas igrejas reúnem maravilhas e são grátis, como a Basilica de São Pedro e a Igreja de San Pietro in Vincoli, e, ainda, a de San Luigi dei Francesi, a de Santa Maria del Popolo e a de Santo Agostinho, que exibem belíssimos quadros de Caravaggio.
- Planeje-se para ir visitar a Fontana di Trevi de manhã bem cedinho ou quase de madrugada. Só assim as chances de você conseguir apreciá-la e jogar sua moedinha em paz – para voltar à cidade, como reza a lenda – aumentam consideravelmente.
- Ande a pé. Em um só dia, dá para ir à Piazza Navona, onde fica o belo edifício da nossa embaixada; sentar-se nas escadarias da Piazza di Spagna, que na primavera se enche de flores; flanar pela Piazza del Popolo; e descansar na Piazza del Campidoglio, desenhada por Michelangelo. A Piazza della Rotonda, que abriga um dos monumentos mais importantes de Roma, o Pantheon, também está a um pulinho. Tudo sem gastar nada!
Está em cartaz nos cinemas o novo filme do cineasta Woody Allen: Vicky Cristina Barcelona. Depois de usar Londres como cenário para suas últimas aventuras (e, claro, depois de uma longa série em Nova York), ele decidiu explorar uma das cidades mais lindas e mais visitadas do mundo, Barcelona.
No UOL Viagens você pode conferir os pontos turísticos mostrados no filme. Confira clicando AQUI. Que vontade de ir!!
Começa neste sábado, em Munique, na Alemanha, a Oktoberfest 2008. Eu sei que pode parecer estranho, já que ainda estamos em setembro. Mas é isso mesmo. A festa começa dia 20 deste mês e vai até 05 de outubro. Quando ela começou, em 1810, durava só uma semana em outubro, por isso o nome. Mas à medida que os anos foram passando, ela foi se alongando para durar mais. E a idéia de “invadir” setembro é porque a temperatura é mais agradável, e as pessoas aproveitam mais os jardins ao ar livre. De qualquer forma, como tradição é tradição, o último final de semana continua sendo em outubro!
A Oktoberfest é com certeza a maior festa da Alemanha. Portanto, o que você encontra lá? Cerveja, comidas típicas, música, dança, e claro, mais cerveja! São várias tendas, cada uma com atrações diferentes. Tem tendas mais freqüentadas por locais, tem as mais procuradas por turistas, tem as tendas onde a paquera rola solta, tendas para famílias com crianças. É só escolher o que mais combina. Turistas viajam para Munique vindos do mundo todo nesta época para aproveitar. Ou seja, a cidade pára!
Quem não pode ir até a Alemanha, pode sentir o gostinho na nossa Oktoberfest tupiniquim. A festa brasileira pode ser menor, mas não deixa a desejar em termos de animação! É realmente uma delícia! Acontece em Blumenau, Santa Catarina, considerada a cidade mais alemã do Brasil. Este ano, a Oktoberfest vai de 09 a 26 de outubro.
A festa acontece na chamada Vila Germânica, e são várias as atrações. Tem apresentação de grupos folclóricos, bandas alemãs de música, muitas comidas típicas tipo Kassler, Eisbein, marreco assado, chucrute (nossa, que delícia, me dá até água na boca!). E, claro, muita cerveja! Lá acontece, inclusive, o concurso de chope de metro, competição para ver quem vira mais rápido uma tulipa de um metro!
Ah! Quem for com roupas típicas alemãs não paga o ingresso! Nada como entrar de verdade no espírito da viagem!
Quando a gente pensa que não dá para ser sustentável no nosso estilo de mundo, descobrimos alguma coisa para provar o contrário. É sim possível ser mais “ecologicamente correto”, mesmo onde seria difícil de imaginar. Eu estava lendo a revista Super Interessante deste mês e li uma nota que eles deram sobre uma balada em Londres chamada Surya.
Se você vai viajar para lá, é interessante conferir! Neste clube, a eletricidade não vem da tomada, e si da animação das pessoas. Funciona assim: a pista de dança é piezoelétrica, ou seja, transforma o movimento das pessoas em eletricidade. Conforme o pessoal dança, seus pés pressionam a pista, que por ser feita de uma cerâmica especial, sofre uma pequena deformação. Isso gera energia elétrica que alimenta o som e a luz na boate.
Isso gera até 60% de toda a energia consumida na boate. Fora este recurso, eles contam com um sistema de baterias, painéis de energia solar e uma turbina eólica. Mais do que suficiente para alimentar a casa. Fora outras iniciativas como vidros, metais, plásticos e vidros reciclados, e torneiras e privadas com água de chuva.
Espero que um dia lugares como esse sejam a regra, e não uma atração turística!
Eu estava lendo a revista de bordo da TAM (TAM nas Nuvens), edição de agosto, e achei muito interessante uma matéria em que o cantor Toquinho falava sobre 10 motivos para visitar Roma, na Itália. Todas as dicas são dadas com propriedade, já que ele morou por lá um ano e sempre teve uma paixão especial pela cidade.
Eu acho Roma um espetáculo mesmo, e assino embaixo nos lugares que ele considera imperdível… mas vale a pena saber os porquês das escolhas do artista… dá uma olhada:
1 – Coliseu
Vê-lo pela primeira vez, com o Arco de Constantino à espreita, trouxe-me a vontade de que toda a minha família e amigos estivessem comigo. Aquela arena tão grande, palco de lutas que sempre acabavam em morte. Cenário de muitos filmes, o antigo Bem-Hur, e o mais recente, O Gladiador, conserva uma imponência assustadora, onde se volta no tempo e se imagina como o local fervilhava naqueles anos do império.
2 – Piazza Navona
Uma praça tão familiar para mim, com seus restaurantes de mesas nas calçadas. Eu me enchia de gratidão por poder sentar-me a uma delas, para tomar café ou comer presunto cru com aqueles pães deliciosos.
3 – Tridente
Há tempos, a dolce vita transferiu-se da via Veneto para a região de Tridente, formoso conjunto de ruas fluindo dos Degraus Espanhóis (foto). Para quem só quer admirar, a dica é sentar-se num café ou num restaurante e fixar-se nas vias Del Corso, Ripetta, Del Balduino e Condotti, que conferem a Roma sua reputação como centro internacional da moda.
4 – Restaurante Santo Padre
Durante a Copa de 1990, fiz parte da equipe da TV Bandeirantes, chefiada por Luciano do Valle. Certo dia, acabamos a gravação à 1h30 da manhã e não havia o que comer. Fui até o Santo Padre (via Collina, 18), onde a proprietária faz a comida e eles mesmo servem. Não tem cardápio, come-se o que oferecem. Cada dia há um prato especial. Consegui que esse restaurante ficasse aberto durante todo o mês para receber a gente depois do programa, e lá passou a ser nosso ponto de comunhão diária. (more…)
A Fê, do Viaggio Mondo, nossa correspondente na República Tcheca, mandou a última reportagem da série que fez em sua viagem para Praga… desta vez ela fala da cidadezinha de Karlovy Vary. Vamos viajar no relato e nas fotos:
Karlovy Vary é uma das mais famosas cidades termais de toda Europa. Sediada em meio à Boêmia ocidental, às margens do rio Tepla e há 140 kms de Praga, recebe turistas do mundo inteiro, notadamente os russos, que procuram ali o alívio e a cura proporcionados pelas águas medicinais.
A região da Boêmia, que se estende desde a fronteira com a Baviera e a Saxônia, é essencialmente uma zona de termas. A concentração de nascentes de águas minerais que aqui existem é ímpar no mundo e são excepcionais pela variedade da sua composição química, e consequente escala de efeitos fisiológicos e terapêuticos que possuem.
As águas termais afloram à superfície por 12 mananciais desde profundidades de 2.000 a 2.500 metros, e a temperaturas entre 41 graus e 72 graus centígrados. O maior e mais quente deles é o manancial Sprudel, com um volume de dois metros cúbicos por minuto e a uma temperatura na superfície de 72 graus. Há ainda a fonte Vridlo,um gêiser que lança jatos d’água à 17 metros de altura. As águas têm efeitos curativos sobre o sistema nervoso, circulação sangüínea e nas glândulas de secreção interna e muitas celebridades, como o czar russo Pedro o Grande ou famosos nomes como o poeta Johann Wolfgang von Goethe comprovaram os efeitos curativos das fontes locais. (more…)
Continuando sua visita pela Republica Tcheca, nossa correspondente Fê Costta, do Viaggio Mondo foi conhecer uma cidadezinha linda próxima a Praga, chamada Kutna Hora. Vamos viajar no seu relato?
Localizada na região da Boêmia, a apenas 65 km a oeste da capital Praga, Kutna Hora foi reduto favorito de diversos reis tchecos para longas temporadas, como Wenceslau IV, que fez dali a sede de seu governo durante o século XV. Em 1995 foi tombada como Patrimônio Mundial pela Unesco por seu complexo arquitetônico de beleza singular, construído nos estilos gótico e barroco.
Kutna Hora é famosa por abrigar o maior ossuário da Europa, mas bem antes disso, em meados do século XIII, ficou conhecida pela vasta mineração de prata, o que a fez competir econômica, cultural e politicamente com Praga. Foi responsável por produzir 1/3 de toda a prata européia e abrigou a maior sede da “Prague Groshen”, um dos estabelecimentos monetários de maior expressividade da Europa. A antiga Casa da Moeda e o Museu de Mineração retratam bem o esplendor que a cidade vivenciou durante a exploração deste metal.
Um dos pontos altos do passeio à Kutna Hora é o ossuário da Capela de Todos os Santos, no bairro de Sedlec, onde foram utilizados mais de 40 mil ossos humanos na decoração interna da capela. Construída em estilo barroco em fins do século XIV, foi decorada com ossos um século mais tarde, por um monge parcialmente cego que projetou o altar, castiçais, candelabros, lustres, brasões e elementos decorativos diversos, criando um aspecto pitoresco no interior da capela. (more…)
Nossa correspondente na República Tcheca, Fê Costta, do Viaggio Mondo, visitou algumas cidades vizinhas a Praga e nos conta um pouco sobre cada uma delas. Aproveitem:
As cidades-vizinhas de Cesky Krumlov e Cesky Budejovice não são semelhantes apenas no nome. Sediadas no sul da República Tcheca, em meio à belíssima região da Boêmia, ambas se destacam pela beleza e história, conservadas principalmente na arquitetura e traçado das ruas.
Apesar de Budejovice ser maior, Krumlov é a mais famosa, sobretudo pelo belo Castelo de Krumlov, datado do século XIII. O castelo nos remete aos filmes e às histórias infantis, onde imaginários castelos medievais figuravam a todo instante. Edificado sobre falésias e rodeado pelo rio Vltava, foi primeiramente construído em estilo gótico e depois remodelado no estilo renascentista. Além de inúmeros cômodos, é composto também de belos jardins, uma igreja, ponte levadiça e do mais antigo teatro barroco do mundo.
O majestoso castelo fora inicialmente sede da tradicional família Rozmberk e representava o vasto domínio social, econômico e cultural destes. Com a decadência, os Rozmberk foram obrigados a repassá-lo aos Eggenberk, que por sua vez, também o revenderam aos Schwarzenberk. Estes últimos tiveram todo o patrimônio confiscado pela extinta Gestapo e ao fim da Segunda Guerra Mundial o castelo fora finalmente aberto à visitação do público.
Em 1992, todo o complexo histórico de Cesky Krumlov, que inclui o castelo e a vila com 300 casas barrocas, foi tombado pela Unesco como patrimônio mundial. Apesar do aspecto histórico, a cidade ainda contempla uma vertente radical: para quem gosta de esportes à base de adrenalina, uma dica é a prática de cannoying ou rafting, no rio que circunda a cidade. Em pleno verão tcheco, com temperaturas consideradas invernais para nós brasileiros, nativos e turistas (a maioria europeus) aproveitam o dia e se esbaldam na água, mesmo em dias em que a máxima não ultrapassa os 20º… Haja disposição!
Não menos pitoresca que Krumlov, Cesky Budejovice possui uma autêntica atmosfera tcheca. Menos turística que a vizinha, as placas “ainda” estão em tcheco e os moradores “ainda” passeiam pela praça. A propósito, a praça central é belíssima: um grande pátio, cercado de prédios barrocos e uma majestosa fonte ao centro. O projeto urbanístico é todo traçado em xadrez, o que dá um toque ainda mais especial à cidade. Imperdível subir ao topo da torre Černá věž e contemplar a bela paisagem do local e claro, sem esquecer de tirar ótimas fotografias panorâmicas.
Uma vez estando na região da Boêmia, é impossível não notar a enorme oferta de cristais, produto fabricado na região e mundialmente famoso. Os preços são bem melhores que em outros lugares e é impossível não querer levar algum. Aproveite também para as lembranças, mas só tenha cuidado para não estourar o cartão de crédito!
Vamos à terceira parte do texto sobre Praga da nossa super correspondente Fê Costta, do Viaggio Mondo! Com muitas fotos maravilhosas, como sempre! Não sei vocês, mas eu não paro de babar nessas fotos e nesses relatos! Minha vontade é pegar o primeiro avião para a República Tcheca! Até que isso aconteça, vamos viajando na viagem dela:
Praga continua com seus encantos além da Praça Central, da Ponte Carlos e do imponente Castelo. Outras regiões de interesse turístico são os bairros Mála Strana, Josefov, Petrin e Vysehrad, cada um com uma identidade própria e encantos diversificados.
Após atravessar a Ponte Carlos está o bairro de Mála Strana. Famoso pelas preservadíssimas casas do século XVIII e pelas catedrais barrocas. Num simples atravesssar do rio, o estilo arquitetônico muda completamente, saindo do gótico e medieval para o barroco e art nouveau. O bairro é tão pitoresco que muitos filmes e campanhas publicitárias são gravados na região. Aproveite para desfrutar de momentos aprazíveis no fim de tarde, em algum dos diversos cafés que existem na região.
Josefov é o famoso bairro judeu de Praga. Ali se refugiaram os judeus provenientes de diversas partes da Europa, em sua maioria, advindos do ocidente e do antigo Império Bizantino. Durante séculos sofreram com leis opressivas e foram confinados em um gueto nas proximidades da cidade. A discriminação foi reduzida em 1784 por José II, e o Bairro Judeu passou a chamar-se Josefov em sua homenagem. Em 1850 a área foi oficialmente incorporada na cidade de Praga e hoje é um dos atrativos turísticos mais visitados na cidade.
Lá se encontram diversas sinagogas que são verdadeiras obras de arte! No bairro também está o cemitério judeu, com suas lápides “desorganizadas” que dão um toque especial ao local. Ali existem jazigos de mais de 500 anos, muitos de personalidades famosas do âmbito religioso e político. Os judeus são excelentes comerciantes e no turismo não poderia ser diferente! Em qualquer atração que se vá em Josefov, é necessário pagar caro, ao contrário dos demais lugares em Praga. Basta comprar o “passe” que dá direito à todas as atrações e custa em torno de 20 euros.
Petrin é uma das colinas de Praga e abriga um belo parque com mesmo nome. De lá é possível ter uma linda vista da cidade, sobretudo na Torre de Observação, uma réplica da Torre Eiffel parisiense em escala 4 vezes menor que a original, também projetada por Gustave Eiffel. Precisa-se é de boa disposição para subir os 299 degraus até o topo e coragem para descê-los de volta! Mas o esforço compensa e traz-se de recordação belas fotografias.
Vysehrad margeia o rio Vlatva e tem, a terceira mais bela catedral gótica de Praga (a primeira é a de San Vito e a segunda é a Tyn). A Catedral de São Pedro e São Paulo, fundada no século XI, está no topo de outra colina e de lá também se aprecia uma bela vista da cidade, bem diferente da de Petrin, pois está na margem oposta ao rio. A catedral é belíssima e tem torres góticas de mais de 50 metros de altura. Seu pórtico é ricamente decorado e as portas são recobertas de brasões reais tchecos. Ao lado da catedral, além do cemitério, está o panteão de Praga, onde estão enterradas as mais proeminentes figuras da nação checa, como o compositor Bedrich Smetana. Nos arredores também está o belo Parque de Vysehrad, onde casais apaixonados desfrutam da relva verdinha cercada de imponentes estátuas elaboradas pelo escultor Josef Myslbek. Para quem tiver tempo na cidade, vale uma tarde, sem dúvida!
Nas proximidades de Vysehrad está um dos ícones do modernismo em Praga. O edifício Ginger and Fred, do arquiteto Frank Gehry. Ele conseguiu tirar da frieza do concreto curvas inusitadas, que representam a dança de Fred Astaire e Ginger Rogers, numa alusão aos anos dourados do cinema americano.
Entre todas estas regiões o rio Vlatva corre tranquilamente e oferece passeios variados aos turistas. Seja em barcos grandes, com shows ao vivo e jantar à luz de velas, seja em um simples barquinho para dois, os passeios não devem ser ignorados e têm um preço justo.
E assim é Praga, uma cidade linda, inspirada pela arte e capaz de nos transportar no tempo! Um verdadeiro museu à céu aberto com inúmeras opções de lazer! Desfrute-a!!
A Fê Costta, nossa “correspondente” em Praga, mandou mais um post, dessa vez recheado de fotos maravilhosas! Aproveitem:
A parte histórica de Praga é surpreendente! Prédios históricos, igrejas, castelos, pontes, torres e monumentos se complementam harmoniosamente. Os estilos gótico, barroco e art noveau se misturam em um belíssimo complexo arquitetônico. O ideal é começar a desvendar estas belezas pela Praça Central, onde acontecem os principais eventos da cidade e onde encontra-se um dos mais belos cartões-postais da cidade: a igreja de Tyn e o Relógio Astronômico.
O Relógio, construído em 1410, oferece a cada hora um espetáculo à parte. Trata-se de um boneco representando a morte que aciona um carrilhão de 12 apóstolos, que seguindo São Pedro, realizam uma performance no mudar das horas. A torre do relógio está aberta a visitação e oferece uma bela vista da cidade, que revela o colorido e o formato agulha dos telhados.
Já a Igreja de Tyn, construída data de 1461 e é um dos melhores exemplos do gótico em Praga. O curioso é que foram construídas casas no terreno à frente ao da igreja, sem qualquer recuo, o que possibilitou uma atípica, mas linda imagem da praça. O estilo gótico da igreja contrasta com o clássico das casinhas e representa uma das imagens mais conhecidas da cidade.
Um pouco mais adiante, após cruzar vielas históricas, está a mítica Ponte Carlos. Construída em 1357 pelo Rei Carlos IV, a ponte sobre o rio Vlatva é uma verdadeira obra de arte. Seus 520 metros de extensão, construídos em pedra, compreendem mais de 20 esculturas de santos. Os portais são belíssimos e também possuem esculturas góticas que os deixam ainda mais requintados. Outrora servia como meio de acesso das carruagens e liteiras que atravessavam o rio, mas desde 1950, tornou-se um calçadão movimentado, com artistas variados que dividem harmoniosamente o espaço. São músicos de diferentes estilos, seja clássico, celta ou até inusitados (como o que tira notas musicais do simples passar dos dedos em taças de cristal cheias de água) e entoam a trilha sonora do lugar, num verdadeiro filme diante dos olhos.
Depois de atravessar a ponte, basta subir mais vielas e lá está o Castelo de Praga, que começou a ser construído no século IX. O complexo de prédios que o envolvem formam uma verdadeira muralha, que parece se equilibrar no alto da colina ao qual está inserida. No meio do castelo está a belíssima Catedral de São Vito, com suas torres góticas de mais de 80 metros de altura, construídas ainda no século XIV. Além da bela fachada composta por centenas de gárgulas misteriosas, a catedral possui vitrais belíssimos e afrescos contendo 1,3 mil pedras semi-preciosas, um verdadeiro altar da realeza!
O Maurício Pisani, nosso querido amigo do blog Anyway… Anywhere…, saiu da Holanda e chegou à Espanha. Passei por lá e decidi “surrupiar” o post com as primeiras impressões dele sobre Barcelona. Como estamos chiques, não? Com correspondentes por todo o mundo! Aproveitem:
Ah… Espanha… já na chegada percebe-se que as coisas por aqui são mais, eu diria, “orgânicas” que na Holanda. Certamente me sinto mais “em casa”. As pessoas são bem mais receptivas e calorosas.
Barcelona é uma zona urbana imensa onde praticamente não há casas. Prédios de 5 a 6 andares se espalham por toda a cidade dividindo o espaço com alguns edifícios comerciais modernos. Logo nas primeiras caminhadas pude perceber que a quantidade de estrangeiros vivendo aqui (ou pelo menos tentando) é imensa. Obviamente os Marroquinos são maioria, mas o que me chamou atenção foram os paquistaneses e asiáticos (filipinos, tailandeses etc.).
O emprego para imigrantes ilegais está cada vez mais difícil. Muitos acabam trabalhando nas ruas vendendo tudo o que se pode imaginar, vendendo cerveja nas praias ou na frente de casas noturnas. Os Africanos geralmente vendem bolsas falsificadas e outros artigos contrabandeados. Sempre colocam tudo no chão em cima de um pano amarrado com cordas nas pontas. Quando a policia se aproxima, basta puxar a corda para que toda a mercadoria fique empacotada.
A Fê Costta, do Viaggio Mondo, está em Praga na República Tcheca. Chegou lá esta semana, cheia de novidades, e está “atacando” de nossa correspondente. Enquanto não posso conhecer esse lugar de sonhos, vamos viajando nos relatos dela… segue o primeiro:
Um passeio pela Republica Tcheca
Desde 1989, apos o fim do regime comunista, a Republica Tcheca entrou definitivamente para o roteiro de turismo europeu. São milhares de turistas que invadem o pais, sobretudo Praga, capital e ponto de partida de qualquer passeio. Apesar do histórico de conflitos e guerras, a Republica Tcheca permaneceu praticamente intocada já que nunca foi alvo das grandes guerras. Este fator contribuiu para a preservação do patrimônio do pais, patrimônio este responsável por fazê-la receber 7 milhões de turistas anualmente, número superior ao que o Brasil recebe, com uma população 18 vezes maior.
Praga é uma cidade surpreendente!! Por mais que eu tivesse lido a respeito e visto belas fotos, a cidade ainda conseguiu me surpreender positivamente. Os monumentos aqui são bárbaros e o centro histórico é bastante grande. Lá se encontram obras remanescentes dos séculos 9 a 16, todos muito bem preservados. A riqueza de detalhes impressiona e os estilos gótico, barroco e neoclássico convivem em perfeita harmonia. São castelos, igrejas, pontes e prédios diversos que fazem da cidade um verdadeiro museu a céu aberto. Ao longo dos dias vou falar sobre cada parte da cidade, que se divide em centro histórico, bairro judeu, cidade velha, cidade nova, mala strana e outras regiões mais distantes, subdivididas em números.
Uma curiosidade sobre a população, em especifico as tchecas. Sim, elas são lindíssimas!! Descendentes de eslavos e germânicos, possuem realmente traços muito bonitos. As pessoas aqui tem um tom de azul nos olhos que nunca havia visto por outros lugares. São homens e mulheres bastante loiros e brancos, em geral altos e pasmem, tem um corpo semelhante ao das brasileiras. Aqui há um trocadilho em que diz: As “loiras geladas” são as mulheres e as “loiras quentes”, as cervejas!
Por falar na cerveja, esta aqui é considerada uma das melhores do mundo!! A propósito, vou comprovar isto agora, enquanto o tempo está excelente, com um sol vibrante e uma temperatura de aproximadamente 28 graus, perfeito para o verão europeu!!
Continuamos nosso passeio pela Republica Tcheca nos próximos dias!! Até breve!!
Minha tia e madrinha – Adília Belotti – é jornalista. Ela não é exatamente uma especialista em textos sobre viagens, mas sim sobre a vida no geral, que inclui, claro, viajar. Aliás, para quem gosta como eu (e como vocês leitores com certeza!), viajar está entre o que há de mais fundamental na vida. Reunir o conhecimento de uma nova cultura, conhecer pessoas interessantes, lugares exóticos, ou simplesmente sair um pouco na rotina. É assim que ela encara os lugares que passa, como grandes experiências de autoconhecimento.
Recentemente ela foi a Paris, e fez um relato emocionante, que faço questão de publicar por aqui. Está no site Todos Somos Um, do iG e chama Um Dia para Flanar em Paris…
Viagens colocam você fora de contexto. Existir numa outra paisagem subverte nossas coordenadas o bastante para nos tornar de novo as aparvalhadas, perplexas e agradecidas criaturas do início de todas as coisas…
Paris é para ser vista através dos sabores e dos cheiros. Nesta primavera, a cidade cheira a bala, a “gourmandise”. Barraquinhas de crepes soltam a todo minuto fornadas de aromas adocicados que lembram infância, fogão quente, café, lanches da tarde…
Se tivesse que fazer um guia “Toques de Alma” para passar um dia em Paris, com certeza teria que começar com um café com croissant e manteiga, sentada no cais do Sena da Igreja de Notre Dame que surgiria, pálida, por trás da xícara quente, contra um céu azul aguado e árvores de folhas frescas. Mas seria óbvio.
Menos óbvia é Saint Sulpice, na rua que leva o mesmo nome, metrô idem. E também tem um café, bem na frente. Algumas igrejas são tão perfeitamente construídas que hoje são lugares onde se vai para ouvir música, de tal qualidade é o som que passeia por entre as colunas e arcos anônimos, fiéis e atentos… torça para ter sorte e você vai chegar lá justo na hora de algum concerto!
Logo ali ao lado, na Place Saint Sulpice, número 8 – ou 8, Place de Saint Sulpice, como costumam registrar todos os endereços os franceses – fica a Maison Thuillier, La Pastorale, uma lojinha minúscula, mas que tem a maior coleção de “santons”, aquelas figurinhas de argila nascidas na região da Provence na França e que animam os presépios franceses. Essas são do mestre Marcel Carbonel. São infindáveis personagens, folclóricos, nascidos das tradições dos camponeses nas várias regiões da França: o prefeito, a vendedora de flores, o jovem caçador, o casal de noivos, o casal de velhos sentadinhos no banco, o músico, a cigana, o camelo dos reis magos, as ovelhas, o burrico carregado de frutas, a jovem padeira, o homem com a lanterna tentando enxergar o caráter que os homens escondem na sombra… Todos vindo ver o Menino Deus recém-nascido. E para aqueles que eventualmente arranjem razão para criticar o aspecto pouquíssimo ortodoxo da cena, uma lembrança: naquela noite mágica, cabem todos os seres, os próximos e os distantes, os que estavam nos capôs e seguiram as estrelas, os que estavam por perto e vieram “dar uma espiadinha”, animais e frutos da terra… (more…)
Você já ouviu falar no Paris Museum Pass? É uma dica bem interessante para quem vai a Paris e planeja visitar todos os museus e atrações turísticas da cidade luz. Facilita a sua vida e faz com que você economize um pouquinho, o que sempre é uma excelente idéia, (ainda mais quando se está gastando em euros)!
Quem me deu a dica foi uma amigona minha, a Debora, que acabou de voltar de lá. O Paris Museum Pass é um passe que permite a sua entrada em todas as atrações (museus, igrejas, palácios e outras coisas) principais e secundárias de Paris, com exceção da Torre Eiffel. Ele funciona da seguinte forma: você escolhe por qual período quer comprar (dois, quatro ou seis dias), e a partir do dia da compra você tem acesso ilimitado a todos os lugares que são associados ao passe até ele vencer, de acordo com período que você comprou. Para comprá-lo, basta ir a uma das atrações e pedir por ele. Minha amiga comprou o dela no Arco do Triunfo, por exemplo.
Além do acesso ilimitado às atrações (com a possibilidade de repetir quantas você quiser), o Pass oferece outra grande facilidade: você não tem que pegar a fila para comprar o ticket toda vez que chegar em algum ponto turístico. E dependendo do lugar, como no Museu do Louvre, por exemplo, essa fila pode levar uns bons minutos.
E talvez a maior vantagem do passe seja a economia. A minha amiga, por exemplo, listou todos os lugares que ela gostaria de visitar e fez um orçamento. Viu que gastaria 80 Euros. Ela comprou o passe de seis dias por 60 Euros, foi a todos os pontos que ela queria e ainda repetiu atrações!
No site deles (http://www.parismuseumpass.com/fr/home.php) é possível saber mais sobre informações e quais lugares ele cobre, para você montar o seu roteiro da melhor forma.