O último dia de nossa viagem começou bem cedo. Depois de receber o café da manhã no quarto do hotel, pegamos a estrada para o Safári de Hluhluwe, que fica a 3 horas do centro de Durban. Mas valeu a pena ter acordado às 4h30 da matina. O parque, o mais antigo da África (vem desde 1895), onde fica o safári tem um total de 96 mil hectares. Algo como 100 mil campos de futebol oficiais. E a relação de animais impressiona: 21 mil empalas, 2 mil zebras, 2 mil gnus, mil girafas, 100 mil cães selvagens, 2 mil rinocerontes brancos, 270 rinocerontes pequenos, 600 elefantes e mais de 450 espécies de pássaros.


Passamos por todo o parque e o deslumbramento foi inevitável. Depois de três horas de passeio, a fome apertou e aí a maior surpresa da viagem. Quando todos esperavam mais um restaurante, nos deparamos com um belíssimo churrasco. Exatamente. Colocar a carne na brasa também é uma tradição dos africanos. Os guias do safári colocaram fogo no carvão e fizeram uma carne de primeira qualidade. Foi como fechar com chave de ouro uma viagem que serviu para mostrar que a África do Sul tem tudo para ficar para sempre na memória do torcedor brasileiro que for para a Copa do Mundo.
Logo pela manhã, fomos ao City Lodge, hotel três estrelas que recebera uma parte da torcida brasileira.



Como em todos os outros hotéis visitados, fomos muito bem recebidos. Além de um coquetel, foram servidos petiscos tradicionais africanos, alguns a base de salsicha seca. Neste hotel, Douglas de Presto, diretor da Copa do Mundo 2010 da Stella Barros, foi muito questionado sobre números da operação Copa do Mundo. E ele falou com autoridade e desenvoltura sobre expectativa de faturamento do Grupo Águia, além de detalhes do funcionamento da estrutura da Copa.
- Teremos 16 ônibus contratados durante todo o período da Copa. Além disso, todo o serviço será através de um cartão magnético. O torcedor entra no ônibus e na hora isso é acusado no nosso sistema. Quanto ao aspecto aéreo, teremos 39 voos fretados com 220 lugares da Tam, além da South Africa.
Depois do City Lodge, fomos para o Protea Hotel Umhlanga. Como tem um centro de convenções, o hotel deverá servir como base de escritórios da Stella Barros.


Chegamos em Durban, nossa última parada. Do aeroporto, fomos para uma passada rápida no mercado indiano. Aliás, os indianos correspondem a uma grande parcela da população local. É a maior colônia do país fora de seu território. Produtos artesanais, especiarias, temperos e tecidos. Ali se encontra de tudo e o ambiente é dos mais agradáveis.

Saímos do mercado e fomos direto para Umhlanga. O Estádio Moses Mabhida nos esperava para uma visita detalhada. Com arquitetura moderna e grandes arcos compondo sua cobertura, o estádio impressiona pela sua beleza. Com capacidade para 70 mil torcedores, o Moses Mabhida está em fase final de construção, precisando apenas dos últimos retoques para ficar pronto.

Visto o estádio de cima a baixo, voltamos para o hotel e nos preparamos para o jantar. Mas que jantar. O Moyo nos recebeu com música africana da melhor qualidade e uma comida de tirar o chapéu. Deixo vocês com as fotos. Elas valem mais do que qualquer palavra…
No quarto dia fomos para Stellembosh. Chegamos à vinícola Boschendal. Fizemos uma degustação e mais uma vez o guia Carlos deu um show. Depois, almoçamos e, logicamente, continuamos no vinho.


Depois, o objetivo era chegar o mais perto possível do Estádio Green Point, onde acontecerão quatro jogos da Copa. Como ainda está em fase de construção, nossa entrada, por motivos de segurança, não foi autorizada. Mas não há de ser nada. Fomos até o Hotel Cape Royale e conseguimos ver o estádio da cobertura.. Com uma arquitetura moderna, o estádio chama a atenção pela beleza e imponência.
Chega a noite e é hora de curtimos uma massa. Nosso guia, que também é dono de um restaurante italiano, fez as honras da casa. Para começar uma brusqueta de tirar o fôlego. Depois, um tagliarini com camarão para ninguém colocar defeito. Para fechar com chave de ouro, uma provinha de ravióli que deixou um gostinho de quero mais. O Casa Nostra mostrou que vai brilhar durante a Copa.
O terceiro dia começou com visita em hotéis que serão utilizados pelo torcedor brasileiro durante a Copa do Mundo. Partimos para o Protea Hotel, que fica em Sea Point, pertinho da praia. O hotel tem uma ótima estrutura. Fica perto do Estádio Green Point (cerca de dois quilômetros), onde acontecerão quatro jogos.
Todos os apartamentos possuem varanda, internet de graça em todos os ambientes, academia 24 horas. Além disso, todos os hotéis contratados pela Stella Barros terão uma recepção própria, com profissionais qualificados e falando português.
- Queremos que o cara se sinta em casa. O nosso representante em cada hotel tem de saber tudo que se passa em um raio de dois quarteirões – explicou Douglas de Presto, diretor da Copa do Mundo 2010 da Stella Barros.
Saímos dali e fomos para o Cabo da Boa Esperança. Um lugar maravilhoso e repleto de história. Mas não pense você que foi fácil dobrar o referido Cabo. Que nada. Como o local estava sem luz, só tinha uma maneira de chegar ao topo e ver tudo de cima, como deve ser feito: a pé. Mas nada que não pudesse ser superado com força, resistência, fôlego e algumas paradas pelo meio do caminho porque ninguém é de ferro. Chegando lá a vista compensa qualquer sacrifício físico. É simplesmente deslumbrante. E ainda tem um poste com indicações de direção das principais cidades do mundo.
Nossa última parada do dia foi em um hotel que tem tudo para ser a sensação da Copa. Inaugurado há três anos, o Fire & Ice é um hotel focado para o público jovem, mas que tem tudo para atrair gente de todas as idades durante o Mundial. Para começar, uma sala para fumantes completamente diferente de tudo que já se viu. Os bancos, em formato de caixão, chamam a atenção. Ao sentar e olhar para o teto, o fumante dá de cara com uma pintura que mostra um padre sacramentando o enterro. Ou seja, coisa de doido, no melhor sentido da palavra.

Mas o Fire & Ice não para aí. Dando uma olhada nos banheiros, nos deparamos com uma decoração que mistura zona urbana com uma parede repleta de suportes com papel higiênico e outra com um casal inteiramente nu. O chão parece pegar fogo. Bom gosto com ousadia, tudo na medida certa.

Saímos pela manhã de Johannesburgo e chegamos à Cidade do Cabo. Encontramos uma cidade com clima agradável e linda demais. Dona do segundo maior porto da África do Sul (o primeiro fica em Durban), a Cidade Mãe, como é conhecida por ter sido a primeira do país, mistura belezas naturais incomparáveis, com uma estrutura urbana muito bem arrumada. O ponto alto da Copa promete ser o Water Front, complexo turístico com mais de 50 bares e restaurantes prontos para receber o torcedor brasileiro. Ali, inclusive, dois bares terão uma web cam instalada para transmitir, 24 horas por dia, o movimento do torcedor brasileiro.
Depois do almoço no Two Two One, partimos para a Table Mountain, a famosa Montanha da Mesa. A vista é algo que impressiona até mesmo quem está acostumado com o bondinho do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Também em um bondinho, subimos até o topo girando em 360º de forma lenta para que a vista pudesse ser apreciada de todos os ângulos.

Lá de cima, uma verdadeira aula de história e de geografia com o nosso guia, o simpático italiano Carlos Ciolfi. Falamos sobre os navegadores portugueses Vasco da Gama e Bartolomeu Dias, que dobraram o Cabo da Boa Esperança a caminho das Índias, lá pelos idos de 1600.

Vou abrir um espaço mais do que especial aqui no Blog a partir de agora para falar um pouco de Copa do Mundo, e da África do Sul, que ano que vem será sede do mundial. Como eu (ainda!) não estive por lá, vou dar a palavra para alguns jornalistas que estiveram presentes em uma viagem sensacional e conheceram tudo o que o continente tem para oferecer aos turistas. E não é pouco! Eles estão se preparando a cada dia para que esta seja uma Copa inesquecível…
Esse tour aconteceu no mês passado, e vocês vão poder acompanhar por aqui tudo que rolou… olhem só:
Durante sete dias (entre 30 de outubro e 6 de novembro), a convite da Stella Barros Turismo, um grupo formado por oito jornalistas dos mais conceituados veículos de imprensa do Brasil (O Globo, Folha de São Paulo, Estado de Sâo Paulo, Zero Hora, Estado de Minas, Gazeta do Povo, Globoesporte.com e Panrotas), teve a oportunidade de mergulhar na cultura africana e conhecer de perto o país que sediará a Copa do Mundo de 2010. Além de mostrar estádios belíssimos e com designe moderno, a África do Sul deixou uma ótima impressão quando o assunto foi hotelaria, gastronomia e opções de lazer. Da Montanha da Mesa ao safári de Hluhluwe, o turista brasileiro que for ao Mundial pode estar certo de que, além dos jogos do time de Dunga, logicamente o ponto alto da festa, tem muita coisa para se fazer.

O início da nossa viagem foi em Johannesburgo. Depois de oito horas de voo, desembarcamos e fomos direto colocar a mão na massa. Ou melhor, a mala na van. Como tínhamos apenas um dia na capital sul-africana, tivemos de correr. Primeiro fomos para o Soccer City, estádio mais importante da Copa, onde serão disputadas oito partidas, incluindo a abertura e a grande decisão. Como ele ainda está em fase final de construção, nossa entrada não foi permitida, apesar do grande esforço da guia Iolanda, uma portuguesa muito simpática que mora na África do Sul há mais de 40 anos.

Saindo dali, fomos para o Ellis Park. O objetivo era dar uma volta pelo entorno do estádio, da mesma forma como fizemos com o Soccer City. Mas o poder de convencimento de Iolanda superou as expectativas. Guiados pelo bravo Teddy, o dono de todas as chaves do estádio, fomos até a beira do campo, passamos pela tribuna de imprensa e chegamos a um lugar todo especial: o camarote do líder Nelson Mandela. Cadeiras confortáveis, alguns sofás e uma sala reservada para seu descanso durante os jogos. Sensacional.

Você sabe o que é uma Viagem de Inspeção?
Quando a gente vai fazer uma operação grande (e isso acontece em todas as operadoras turísticas), antes de mandar qualquer passageiro, nós mandamos algumas pessoas da empresa para exatamente inspecionar os lugares onde nossos grupos vão ficar: hotéis, passeios, ônibus, e tudo o que será utilizado na viagem.
Uma equipe nossa está desde ontem na África do Sul para uma dessas viagens. A idéia é deixar tudo prontinho para receber nossos grupos de Copa do Mundo 2010. E não tem época melhor do que agora, na Copa das Confederações, um ótimo ensaio para o evento maior!
Para acompanhar de perto tudo o que está rolando por lá, fizemos um blog dos Stelloucos: http://stelloucos.blogspot.com. Dá uma passadinha por lá!
Saiu na sessão Supertour da revista Viagem e Turismo deste mês, um City Tour pelas principais atrações de Cape Town, ou Cidade do Cabo. Achei excelente, vou reproduzir aqui para vocês. Assim fechamos o nosso “tour” pelas cidades sede da Copa do Mundo, e começamos a ficar com água na boca!
Capital legislativa do país, a cidade é, ao lado de Johannesburgo, o principal destino dos turistas que vão à Africa do Sul. A grande atração da cidade é a sua beleza natural, presente em belíssimas praias, como Clifton e Camps Bay, e na Table Mountain. Em seus arredores, é possível fazer um passeio por (boas) vinículas e conhecer o Kirstenbosch Botanical Gardens (Rhodes Drive, Newlands, sanbi.org), um passeio imperdível. Aos pés da “Montanha as Mesa”, ele é um dos sete jardins botânicosmais grandiosos do mundo.
Table Mountain
O chão do bondinho que leva ao topo do principal cartão-postal da cidade é giratório, e isso proporciona uma vista de 360 graus ao longo do passeio. Ao chegar lá em cima, vá a um dos mirantes, abra sua garrafa de vinho, faça seu piquenique e assista a um aprazível pôr-do-sol. É bom levar casaco, mesmo no verão.
Castelo da Boa Esperança
Construído pela Companhia das Índias Orientais, é a mais antiga edificação do país e reúne uma das maiores coleções públicas do período colonial da África do Sul. Esparramar-se em seu jardim sob o sol também é uma boa pedida.
Galeria Nacional Sul-Africana
Além das belas esculturas feitas por povos locais, reúne obras de artistas ingleses, franceses e holandeses.
Groote Kerk
Construída no século 19 sobre ruínas, a igreja tem missas celebradas em africâner, língua derivada do holandês, e a segunda mais falada no país depois do inglês.
Parlamento
Em uma hora de tour, você aprende a história recente do país e tem a chance de ouvir as 11 línguas locais, já que as sessões têm tradução simultânea em todas elas.
Bairro Bo-Kaap
As diversas casas pintadas com cores berrantes chamam atenção de longe, mas talvez seja esse mesmo o melhor jeito de admirar essa vizinhança, já que ela não é muito segura para passeios.
Jardins da Companhia
Criado em 1652 pela Companhia das Índias Ocidentais, hoje é uma bela área verde no centro da cidade de onde se tem uma bela vista da Table Mountain.
District Six Museum
É um museu de emoções onde a história das 60 mil pessoas expulsas do bairro District Six durante o apartheid é contada por meio de fotos, artigos de jornal e pelos guias, que são antigos moradores do lugar.
Waterfront
É um complexo à beira mar com hotéis, bares, restaurantes, lojas, cinemas e escritórios. De lá partem os barcos que levam até Robben Island, onde Nelson Mandela esteve preso durante o apartheid. O presídio foi transformado em Museu.
A Stella Barros participou esta semana da feira Expo South Africa, aqui em São Paulo. Além de ter um stand divulgando os pacotes para a África do Sul, foi apresentada uma palestra do Diretor de Operações Douglas Presto para agentes de viagem. O tema era: como vender pacotes de Copa do Mundo. Para quem não sabe, a Stella Barros tem uma tradição grande neste evento, já participou de 10 Copas!
Claro que este destino está em alta agora e vai ficar cada vez mais com a proximidade da Copa de 2010 que será lá. Mas, independente do futebol, é um destino turístico absolutamente surpreendente! Eu infelizmente ainda não fui, mas todas as pessoas com quem conversei que já foram se mostraram encantadas!
Muitas dizem que vão para lá esperando algo interessante, mas acabam sendo surpreendidas positivamente. Por mais que tivessem expectativas, não imaginavam que pudesse ser tão lindo! Eu não vejo a hora de conhecer!
Mas, voltando ao assunto da Copa de 2010, acho uma ótima oportunidade para falar um pouco sobre quais serão as cidades sede, e quais os seus atrativos. Se alguém já estiver de viagem marcada para lá, pode inclusive conferir os estádios onde as partidas vão acontecer!
Bloemfontein
Bloemfontein é uma das três capitais da Africa do Sul, a capital judicial (onde fica a Suprema Corte do país). Tem cerca de 400 mil habitantes, e é conhecida como a “cidade das rosas”, tanto pela quantidade destas flores espalhadas pela cidade, quanto pelo Festival das Rosas que acontece lá todos os anos.
O clima é bastante seco, com um verão bem quente, e um inverno com temperaturas mínimas de 2 graus negativos. A cidade tem modernos centros comerciais e bons restaurantes, apesar de não ser um destino tradicional turístico. Uma curiosidade: foi em Bloemfontein que nasceu o escritor J.R.R.Tolkien, famoso pela trilogia Senhor dos Anéis.
Johannesburg
É a maior cidade da África do Sul. Com cerca de quatro milhões de habitantes (oito milhões se considerarmos a “grande” Johannesburg), é a quarta maior do continente africano e é a capital da província de Gauteng. É, com certeza, o centro econômico e cultural da Africa do Sul, uma cidade cosmopolita onde as pessoas trabalham bastante durante o dia e badalam à noite!
A cidade oferece vários pontos interessantes para visita, além de ótimos restaurantes e infra estrutura hoteleira completa. São museus, galerias, shopping centers, além da agitada vida noturna.
A temperatura ali não é extrema no calor, até pela sua altitude (1753m). O inverno é quando faz mais sol, o que torna os dias mais agradáveis e as noites mais frias. A cidade não é considerada como um destino turístico tradicional, mas como normalmente é local de escala de turistas internacionais que vão para as áreas mais visitadas, acaba sendo conhecida. (more…)