Sábado passado fui com uma amiga na exposição “Bossa na Oca”, no Parque do Ibirapuera, aqui em São Paulo. Confesso que não sabia exatamente o que esperar. Tinha lido em alguns lugares que a produção era nota 10, que era algo totalmente multimídia, no estilo do Museu da Língua Portuguesa. Como (vergonhosamente) ainda não fui ao Museu, não tinha muita idéia do que era uma exposição interativa, multimídia, modernosa, ou qualquer dos adjetivos que se aplicam a ela. Fui na louca e adorei! Mesmo! Quem não foi ainda, não perca, você tem até o dia 7 de setembro!
A idéia é homenagear os 50 anos da Bossa Nova, mas de forma que o visitante possa ter uma imersão verdadeira do tema, que inclui muito mais do que ver e ouvir, inclui o SENTIR. Logo na entrada, uma linha do tempo conta um pouco do que estava acontecendo no Brasil e no mundo naquela época (final dos anos 50, início dos anos 60). Depois de se inteirar dos acontecimentos, é hora de ouvir um pouco da música estrela da exposição. São seis “jukeboxes” gigantes, ativadas com o calor da mão, onde você escolhe quais canções quer ouvir, todas em vinil, com aquele delicioso sonzinho de vitrola!
No subsolo, surpreenda-se com uma reprodução da praia de Copacabana da época, com areia, calçadão de pedrinhas pretas e brancas, e uma iluminação que simboliza a passagem do dia para a noite. O cenário é perfeito. Bossa Nova foi feita para ser ouvida à beira mar.
Fica ali também, um palco real, com um banquinho e um piano, onde acontece um show “holográfico” que tornou possível a interação entre artistas como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Nara Leão, Frank Sinatra e Ella Fitzgerald, todos cantando “Garota de Ipanema”. Uma das minhas atrações preferidas de todo o programa!
No primeiro andar, você pode assistir a três curtas sobre os maiores representantes do estilo musical, sentado (ou deitado…) em poltronas, puffs ou banquinhos de piano. E pode viver a experiência do silêncio, entrando por alguns segundos numa chamada câmara anecóica, onde você consegue ouvir até as batidas do próprio coração. E no último, você senta confortavelmente em uma poltrona, e fica “viajando” numa projeção linda do mar no teto, enquanto ouve clássicos da Bossa Nova. Dá para passar o dia ali!
Se você vem para Sampa este mês, ou mora aqui como eu, não perca! A Oca fica no Parque do Ibirapuera, e a exposição está em cartaz de terça a domingo, das 10h00 às 21h00. O ingresso custa R$ 20,00 mas de terça feira a entrada é gratuita!
2 Respostas para "Bossa na Oca"
Parabenizo a todos os organizadores deste evento maravilhoso e de extrema importância cultural. Quem dera pudéssemos ser agraciados mais vezes com eventos desse nivel cultural. Espero que possamos desfrutar novamente de atividades enriquecedoras como estas. Sinceramente eu adorei.
Oi, Daniel,
Tem toda razão! Espero que São Paulo seja palco de vários eventos como este! Obrigada pela visita!
Abraços!
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