Ontem, 11 da noite, me liga meu argentino (e muito amado) pai dizendo que tinha adorado meu post sobre Buenos Aires, mas queria corrigir alguns errinhos. Como maníaca pelo português correto, tomei o maior susto, já que li e reli o texto várias vezes antes de publicar. Mas, não, os erros eram nas palavras em espanhol (que já foram corrigidos, diga-se de passagem!).

Pois é, apesar da descendência, eu não falo espanhol (ainda! Pretendo mudar esta condição este ano!). Mas sou cara de pau o suficiente para arriscar: acho que o melhor jeito de aprender é errando bastante. O problema é que esses errinhos na língua acabam se tornando grandes micos em viagens, que serão lembrados por anos a fio!

Vou dar um exemplo. Eu tive dois anos de aulas de francês no colégio. Resultado: aprendi a falar basicamente os dias das semanas e os números. Na minha cabeça, isso seria suficiente para travar pelo menos um diálogo com a atendente do McDonald’s na minha primeira visita a Paris. Afinal, peça pelo número!

Cheguei no balcão e, sem nenhuma dúvida, fui de número três:

- Trois!

A balconista ficou me olhando com a maior cara de interrogação. Achei que poderia ser meu sotaque carregado, mandei de novo, arranhando bem os “erres”:

- Trrrrrois!

Como ela continuou sem reação, comecei a perder a paciência, e mostrar três dedos da mão (mímica sempre ajuda!):

- Trois! Trois! McChicken!!!

Aí sim, deu certo. A moça sorriu e foi buscar meu pedido. Resultado: saí de lá com três McChickens, e para viagem!

Sem comentários, né? E vocês? Têm histórias engraçadas que esbarram nessas barreiras com a língua? Coloquem nos comentários! A que disparar mais gargalhadas da minha parte será publicada no blog!